{"id":2746,"date":"2026-04-04T16:29:39","date_gmt":"2026-04-04T19:29:39","guid":{"rendered":"https:\/\/idas.org.br\/?p=2746"},"modified":"2026-04-04T16:32:40","modified_gmt":"2026-04-04T19:32:40","slug":"neurodiversidade-e-saude-mental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/idas.org.br\/en\/neurodiversidade-e-saude-mental\/","title":{"rendered":"NEURODIVERSIDADE E SA\u00daDE MENTAL:"},"content":{"rendered":"<p><strong>O papel do acolhimento no desenvolvimento de pessoas com TEA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>RESUMO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O presente artigo tem como objetivo refletir sobre a rela\u00e7\u00e3o entre neurodiversidade, sa\u00fade mental e acolhimento no contexto do Transtorno do Espectro Autista (TEA). A partir de uma revis\u00e3o da literatura cient\u00edfica e do marco legal brasileiro, discute-se a import\u00e2ncia da compreens\u00e3o do autismo como uma diferen\u00e7a neurol\u00f3gica humana \u2014 e n\u00e3o simplesmente como uma patologia a ser corrigida \u2014 e o papel fundamental que pr\u00e1ticas humanizadas de acolhimento exercem no desenvolvimento integral das pessoas autistas. O artigo dialoga com referenciais da psicologia, neuroci\u00eancia e pol\u00edticas p\u00fablicas, destacando que o cuidado emocional e o suporte socioemocional s\u00e3o indispens\u00e1veis para a promo\u00e7\u00e3o de qualidade de vida e inclus\u00e3o social.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Palavras-chave: Transtorno do Espectro Autista. Neurodiversidade. Sa\u00fade mental. Acolhimento. Inclus\u00e3o social.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">1. INTRODU\u00c7\u00c3O<\/h2>\n\n\n\n<p>O m\u00eas de abril \u00e9 internacionalmente reconhecido como o m\u00eas de conscientiza\u00e7\u00e3o sobre o autismo \u2014 o chamado Abril Azul. A data, criada pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) em 2007, tem como objetivo ampliar o conhecimento da sociedade sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e promover a inclus\u00e3o das pessoas autistas em todas as esferas da vida social (ONU, 2007).<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, estima-se que aproximadamente 2 milh\u00f5es de pessoas possuam TEA, embora os dados ainda sejam imprecisos em raz\u00e3o das dificuldades de diagn\u00f3stico e das desigualdades regionais no acesso a servi\u00e7os especializados (IBGE, 2022). Esse cen\u00e1rio refor\u00e7a a necessidade urgente de ampliar o debate sobre sa\u00fade mental, neurodiversidade e as pr\u00e1ticas de acolhimento que podem fazer diferen\u00e7a real na vida dessas pessoas e de suas fam\u00edlias.<\/p>\n\n\n\n<p>O Instituto IDAS \u2014 que tem como miss\u00e3o transformar dor em prop\u00f3sito por meio do desenvolvimento socioemocional, sa\u00fade e autoconhecimento \u2014 compreende que o acolhimento humanizado \u00e9 um dos alicerces para que pessoas em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade emocional possam reconhecer sua humanidade e alcan\u00e7ar transforma\u00e7\u00e3o. Nesse sentido, o autismo representa um campo de atua\u00e7\u00e3o priorit\u00e1rio: pessoas com TEA frequentemente enfrentam barreiras n\u00e3o apenas no acesso a servi\u00e7os, mas tamb\u00e9m no reconhecimento de sua identidade e no respeito \u00e0s suas singularidades.<\/p>\n\n\n\n<p>Este artigo prop\u00f5e uma reflex\u00e3o fundamentada sobre o conceito de neurodiversidade, sua rela\u00e7\u00e3o com a sa\u00fade mental e o papel transformador do acolhimento no desenvolvimento integral de pessoas com TEA.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">2. O TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA: DEFINI\u00c7\u00c3O E COMPLEXIDADE<\/h2>\n\n\n\n<p>O Transtorno do Espectro Autista \u00e9 definido pelo DSM-5 (Manual Diagn\u00f3stico e Estat\u00edstico de Transtornos Mentais) como um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por dificuldades persistentes na comunica\u00e7\u00e3o e intera\u00e7\u00e3o social, bem como pela presen\u00e7a de padr\u00f5es de comportamento restritos e repetitivos (APA, 2014). O termo &#8220;espectro&#8221; reflete a heterogeneidade da condi\u00e7\u00e3o: as manifesta\u00e7\u00f5es do TEA variam amplamente em intensidade, caracter\u00edsticas e necessidades de suporte entre os indiv\u00edduos.<\/p>\n\n\n\n<p>Do ponto de vista hist\u00f3rico, o autismo foi descrito pela primeira vez pelo psiquiatra austr\u00edaco Leo Kanner, em 1943, em seu artigo seminal intitulado &#8220;Dist\u00farbios Aut\u00edsticos do Contato Afetivo&#8221;. Desde ent\u00e3o, a compreens\u00e3o do autismo passou por profundas transforma\u00e7\u00f5es, migrando de explica\u00e7\u00f5es predominantemente psicanal\u00edticas&nbsp; que chegaram a responsabilizar as m\u00e3es pelo desenvolvimento da condi\u00e7\u00e3o&nbsp; para uma abordagem neurobiol\u00f3gica que reconhece o papel de fatores gen\u00e9ticos e ambientais na sua etiologia (Marfinati; Abr\u00e3o, 2014).<\/p>\n\n\n\n<p>Autores como Ortega (2009) ressaltam que o movimento da neurodiversidade representa uma virada paradigm\u00e1tica nessa trajet\u00f3ria: em vez de encarar o autismo como uma doen\u00e7a a ser curada, passa-se a compreend\u00ea-lo como uma forma diferente de funcionamento neurol\u00f3gico, que exige respeito, adapta\u00e7\u00e3o do ambiente e suporte especializado n\u00e3o normaliza\u00e7\u00e3o a qualquer custo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">3. NEURODIVERSIDADE: UM PARADIGMA EM CONSTRU\u00c7\u00c3O<\/h2>\n\n\n\n<p>O conceito de neurodiversidade foi cunhado pela soci\u00f3loga australiana Judy Singer no final da d\u00e9cada de 1990, a partir da ideia de que a diversidade neurol\u00f3gica \u00e9 uma express\u00e3o natural da varia\u00e7\u00e3o humana, assim como a diversidade racial, cultural ou de g\u00eanero (Singer, 1999 apud Ortega, 2009). Segundo esse paradigma, condi\u00e7\u00f5es como o autismo, o TDAH e a dislexia n\u00e3o deveriam ser vistas exclusivamente como d\u00e9ficits, mas como modos distintos de processar e interagir com o mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>No campo acad\u00eamico brasileiro, Ortega (2009), em artigo publicado na revista Ci\u00eancia &amp; Sa\u00fade Coletiva, analisou o surgimento do movimento da neurodiversidade situando-o no contexto dos estudos sobre defici\u00eancia. O autor aponta que os ativistas do movimento se contrap\u00f5em \u00e0 ideia de que o autismo \u00e9 uma doen\u00e7a que deve ser tratada e, se poss\u00edvel, curada, defendendo que se trata de uma diferen\u00e7a humana que deve ser respeitada tal como outras formas de diversidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa perspectiva encontra resson\u00e2ncia na produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica mais recente. Mathur, Renz e Tarbox (2024) defendem a incorpora\u00e7\u00e3o dos princ\u00edpios da neurodiversidade nas pr\u00e1ticas cl\u00ednicas, argumentando que uma abordagem afirmativa que valorize os pontos fortes e as especificidades de cada indiv\u00edduo \u2014 produz resultados mais consistentes do que interven\u00e7\u00f5es centradas exclusivamente na elimina\u00e7\u00e3o de comportamentos considerados at\u00edpicos.<\/p>\n\n\n\n<p>No campo da educa\u00e7\u00e3o, pesquisa publicada na Revista Educa\u00e7\u00e3o Especial destaca que o acolhimento e a inclus\u00e3o social s\u00e3o elementos centrais para a emancipa\u00e7\u00e3o das identidades neurodivergentes, exigindo transforma\u00e7\u00f5es nas narrativas e pr\u00e1ticas que envolvem pessoas autistas desde a escola at\u00e9 os servi\u00e7os de sa\u00fade (Gesser et al., 2025).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"655\" height=\"608\" src=\"https:\/\/idas.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/WhatsApp-Image-2026-04-03-at-17.17.52-_1_.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-2747\" style=\"aspect-ratio:1.0773384151183103;width:319px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/idas.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/WhatsApp-Image-2026-04-03-at-17.17.52-_1_.webp 655w, https:\/\/idas.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/WhatsApp-Image-2026-04-03-at-17.17.52-_1_-300x278.webp 300w, https:\/\/idas.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/WhatsApp-Image-2026-04-03-at-17.17.52-_1_-13x12.webp 13w\" sizes=\"(max-width: 655px) 100vw, 655px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">4. SA\u00daDE MENTAL E AUTISMO: UMA RELA\u00c7\u00c3O INDISSOCI\u00c1VEL<\/h2>\n\n\n\n<p>Pessoas com TEA apresentam preval\u00eancia significativamente maior de comorbidades em sa\u00fade mental em compara\u00e7\u00e3o \u00e0 popula\u00e7\u00e3o geral. Estudos apontam que ansiedade, depress\u00e3o, transtorno obsessivo-compulsivo e dificuldades de regula\u00e7\u00e3o emocional s\u00e3o frequentes entre autistas, em parte como consequ\u00eancia do esfor\u00e7o cont\u00ednuo para adaptar-se a ambientes e expectativas sociais constru\u00eddas com base em padr\u00f5es neurot\u00edpicos (Mackenzie et al., 2024).<\/p>\n\n\n\n<p>Revis\u00e3o narrativa recente publicada nos Cadernos Caju\u00edna (Rocha; Neto, 2026) aponta que a qualidade de vida no autismo \u00e9 um constructo multidimensional influenciado por fatores espec\u00edficos como o conforto sensorial, a regula\u00e7\u00e3o emocional e o suporte especializado em sa\u00fade mental, os quais divergem das experi\u00eancias neurot\u00edpicas. Os autores concluem que as m\u00e9tricas tradicionais de qualidade de vida baseadas em padr\u00f5es normativos s\u00e3o frequentemente inadequadas para capturar o bem-estar real das pessoas autistas.<\/p>\n\n\n\n<p>O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade brasileiro, por meio da Linha de Cuidado para Pessoas com TEA (2023), reconhece a necessidade de um cuidado integral e intersetorial, que articule a\u00e7\u00f5es na Aten\u00e7\u00e3o Prim\u00e1ria \u00e0 Sa\u00fade, na Rede de Aten\u00e7\u00e3o Psicossocial (RAPS) e nos servi\u00e7os especializados. O documento enfatiza que o cuidado deve ser constru\u00eddo a partir da identifica\u00e7\u00e3o das necessidades reais das pessoas e de suas fam\u00edlias, englobando diferentes dimens\u00f5es da vida e tendo como horizonte a autonomia, a inclus\u00e3o social e a garantia de direitos (Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, 2023).<\/p>\n\n\n\n<p>Esse olhar integral \u00e9 especialmente relevante para jovens e adultos autistas, cujas necessidades de suporte frequentemente ficam invisibilizadas ap\u00f3s a inf\u00e2ncia. Como apontam Martino, Brantley e Scarpa (2025), a autodetermina\u00e7\u00e3o e a autoadvocacia s\u00e3o fatores protetores fundamentais para o ajustamento positivo de adolescentes e adultos autistas na transi\u00e7\u00e3o para a vida adulta.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">5. O ACOLHIMENTO COMO PR\u00c1TICA TRANSFORMADORA<\/h2>\n\n\n\n<p>O conceito de acolhimento, no campo da sa\u00fade e das pr\u00e1ticas psicossociais, vai al\u00e9m da simples recep\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo em um servi\u00e7o. Acolher significa reconhecer o outro em sua singularidade, validar sua experi\u00eancia e construir, de forma colaborativa, um projeto de cuidado que respeite sua autonomia e seus projetos de vida (Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, 2023).<\/p>\n\n\n\n<p>Para pessoas com TEA&nbsp; que frequentemente carregam hist\u00f3rias de incompreens\u00e3o, exclus\u00e3o e julgamento&nbsp; o acolhimento tem uma dimens\u00e3o ainda mais profunda: \u00e9 o primeiro passo para que se sintam seguras o suficiente para participar ativamente de processos terap\u00eauticos, educacionais e sociais. Pesquisas indicam que ambientes acolhedores e acess\u00edveis \u00e0s particularidades autistas favorecem o senso de solidariedade comunit\u00e1ria e o engajamento com as pol\u00edticas da neurodiversidade (Fletcher-Watson; May apud Gesser et al., 2023).<\/p>\n\n\n\n<p>No contexto familiar, o acolhimento tamb\u00e9m \u00e9 decisivo. O diagn\u00f3stico de TEA impacta profundamente a din\u00e2mica familiar, podendo gerar sobrecarga emocional, ansiedade e necessidade de reorganiza\u00e7\u00e3o de rotinas. Revis\u00e3o integrativa publicada no Brazilian Journal of Health Review (2024) aponta que os relatos sobre o cuidado familiar e os esfor\u00e7os no acolhimento de pessoas com TEA s\u00e3o cada vez mais evidentes na literatura, sinalizando tanto os avan\u00e7os quanto os desafios que as fam\u00edlias enfrentam cotidianamente.<\/p>\n\n\n\n<p>O acolhimento oferecido pelo Instituto IDAS que inclui suporte psicol\u00f3gico, psicanal\u00edtico e terap\u00eautico, al\u00e9m de oficinas de autoconhecimento e a\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias&nbsp; representa uma resposta concreta a essa necessidade. Ao oferecer um espa\u00e7o de escuta qualificada e desenvolvimento humano, o IDAS contribui para que pessoas com TEA e suas fam\u00edlias possam ressignificar suas experi\u00eancias e fortalecer sua identidade.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">6. O MARCO LEGAL BRASILEIRO E OS DIREITOS DAS PESSOAS COM TEA<\/h2>\n\n\n\n<p>O Brasil possui um dos marcos legais mais avan\u00e7ados do mundo na prote\u00e7\u00e3o dos direitos das pessoas com autismo. A Lei n\u00ba 12.764\/2012, conhecida como Lei Berenice Piana, instituiu a Pol\u00edtica Nacional de Prote\u00e7\u00e3o dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, reconhecendo o autismo como defici\u00eancia para todos os efeitos legais e garantindo direitos fundamentais como o diagn\u00f3stico precoce, o atendimento multiprofissional pelo SUS, a educa\u00e7\u00e3o inclusiva e a prote\u00e7\u00e3o contra qualquer forma de discrimina\u00e7\u00e3o (Brasil, 2012).<\/p>\n\n\n\n<p>Posteriormente, a Lei Brasileira de Inclus\u00e3o da Pessoa com Defici\u00eancia (Lei n\u00ba 13.146\/2015) ampliou esse arcabou\u00e7o, reafirmando os princ\u00edpios da dignidade, autonomia e participa\u00e7\u00e3o plena. Em 2020, a Lei n\u00ba 13.977 chamada Lei Romeo Mion&nbsp; criou a Carteira de Identifica\u00e7\u00e3o da Pessoa com TEA (CIPTEA), facilitando o acesso a atendimentos priorit\u00e1rios e reduzindo barreiras cotidianas (Brasil, 2020).<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar desses avan\u00e7os legislativos, a implementa\u00e7\u00e3o efetiva dos direitos ainda enfrenta obst\u00e1culos significativos: filas longas para diagn\u00f3stico e atendimento especializado, falta de capacita\u00e7\u00e3o de profissionais da educa\u00e7\u00e3o e da sa\u00fade, e insufici\u00eancia de pol\u00edticas p\u00fablicas integradas que garantam o suporte ao longo de todo o ciclo de vida. Como pontuam pesquisadores da \u00e1rea, a lei existe, mas seu impacto real depende do engajamento ativo da sociedade civil, das fam\u00edlias e de institui\u00e7\u00f5es como o IDAS (Autismo e Realidade, 2024).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">7. CONSIDERA\u00c7\u00d5ES FINAIS<\/h2>\n\n\n\n<p>Compreender o autismo pela lente da neurodiversidade representa uma mudan\u00e7a de paradigma essencial: deixamos de perguntar &#8220;o que est\u00e1 errado com essa pessoa?&#8221; e passamos a perguntar &#8220;o que essa pessoa precisa para florescer?&#8221;. Essa virada n\u00e3o \u00e9 apenas \u00e9tica \u00e9 tamb\u00e9m respaldada pela evid\u00eancia cient\u00edfica, que demonstra que ambientes acolhedores, pr\u00e1ticas afirmativas e suporte especializado produzem melhores desfechos em termos de qualidade de vida, autonomia e bem-estar emocional para pessoas com TEA.<\/p>\n\n\n\n<p>O acolhimento, nesse contexto, n\u00e3o \u00e9 um detalhe \u00e9 o fundamento. \u00c9 ele que abre a porta para que o desenvolvimento socioemocional aconte\u00e7a, para que fam\u00edlias encontrem suporte e para que pessoas autistas se reconhe\u00e7am como sujeitos de direitos e de potencial. \u00c9 exatamente essa a miss\u00e3o que o Instituto IDAS abra\u00e7a: transformar dor em prop\u00f3sito, oferecendo a cada pessoa o que ela mais precisa ser vista, ouvida e acompanhada em sua jornada singular.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste Abril Azul, convidamos a sociedade a ir al\u00e9m da conscientiza\u00e7\u00e3o: a agir. A incluir. A acolher.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">REFER\u00caNCIAS<\/h2>\n\n\n\n<p>AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION (APA). Manual Diagn\u00f3stico e Estat\u00edstico de Transtornos Mentais: DSM-5. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2014.<\/p>\n\n\n\n<p>AUTISMO E REALIDADE. Direitos das pessoas com autismo: leis e garantias no Brasil. Dispon\u00edvel em: https:\/\/autismoerealidade.org.br. Acesso em: 1 abr. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>BRASIL. Lei n\u00ba 12.764, de 27 de dezembro de 2012. Institui a Pol\u00edtica Nacional de Prote\u00e7\u00e3o dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. Bras\u00edlia: Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, 2012.<\/p>\n\n\n\n<p>BRASIL. Lei n\u00ba 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclus\u00e3o da Pessoa com Defici\u00eancia (Estatuto da Pessoa com Defici\u00eancia). Bras\u00edlia: Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, 2015.<\/p>\n\n\n\n<p>BRASIL. Lei n\u00ba 13.977, de 8 de janeiro de 2020. Cria a Carteira de Identifica\u00e7\u00e3o da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea). Bras\u00edlia: Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, 2020.<\/p>\n\n\n\n<p>GESSER, M. et al. O que \u00e9 autismo? Reflex\u00f5es cr\u00edticas a partir da neurodiversidade e dos estudos da defici\u00eancia. Revista Educa\u00e7\u00e3o Especial, v. 38, n. 1, e41, p. 1-22, 2025. DOI: 10.5902\/1984686X91372.<\/p>\n\n\n\n<p>INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTAT\u00cdSTICA (IBGE). Uma pergunta que abre portas: quest\u00e3o sobre autismo no Censo 2022. Dispon\u00edvel em: https:\/\/censo2022.ibge.gov.br. Acesso em: 1 abr. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>MACKENZIE, K. T. et al. Correlates of quality of life in autistic individuals. Research in Autism Spectrum Disorders, v. 115, 102401, 2024. DOI: 10.1016\/j.rasd.2024.102401.<\/p>\n\n\n\n<p>MARFINATI, Anahi C.; ABR\u00c3O, Jorge L. F. Um percurso pela psiquiatria infantil: dos antecedentes hist\u00f3ricos \u00e0 origem do conceito de autismo. Estilos da Cl\u00ednica, v. 19, n. 2, p. 244-262, 2014. DOI: 10.11606\/issn.1981-1624.v19i2p244-262.<\/p>\n\n\n\n<p>MARTINO, D. C.; BRANTLEY, A.; SCARPA, A. The role of self-advocacy and self-determination in positive adjustment for autistic adolescents and young adults: A mini-review. Frontiers in Child &amp; Adolescent Psychiatry, v. 4, 1542543, 2025. DOI: 10.3389\/frcha.2025.1542543.<\/p>\n\n\n\n<p>MATHUR, S. K.; RENZ, E.; TARBOX, J. Affirming neurodiversity within applied behavior analysis. Behavior Analysis in Practice, v. 17, n. 2, p. 471-485, 2024. DOI: 10.1007\/s40617-024-00907-3.<\/p>\n\n\n\n<p>MINIST\u00c9RIO DA SA\u00daDE (Brasil). Linha de Cuidado para a Aten\u00e7\u00e3o \u00e0s Pessoas com Transtornos do Espectro do Autismo e suas Fam\u00edlias na Rede de Aten\u00e7\u00e3o Psicossocial do SUS. Bras\u00edlia: Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>ORGANIZA\u00c7\u00c3O DAS NA\u00c7\u00d5ES UNIDAS (ONU). Resolu\u00e7\u00e3o 62\/139: Dia Mundial de Conscientiza\u00e7\u00e3o do Autismo. Nova York: ONU, 2007.<\/p>\n\n\n\n<p>ORTEGA, Francisco. Defici\u00eancia, autismo e neurodiversidade. Ci\u00eancia &amp; Sa\u00fade Coletiva, v. 14, n. 1, p. 67-77, 2009. DOI: 10.1590\/S1413-81232009000100012.<\/p>\n\n\n\n<p>ROCHA, P. A.; NETO, I. L. Qualidade de vida de adultos autistas sob a perspectiva da neurodiversidade. Cadernos Caju\u00edna, v. 11, n. 4, e2505, 2026. DOI: 10.52641\/cadcajv11i4.2505.<\/p>\n\n\n\n<p>SILVA, N. L. P. et al. Autismo: perspectivas e desafios na condu\u00e7\u00e3o de um diagn\u00f3stico cada vez mais frequente. Brazilian Journal of Health Review, 2024. Dispon\u00edvel em: https:\/\/ojs.brazilianjournals.com.br. Acesso em: 1 abr. 2025.<em>Instituto IDAS \u2014 Transformando d<\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O papel do acolhimento no desenvolvimento de pessoas com TEA RESUMO O presente artigo tem como objetivo refletir sobre a rela\u00e7\u00e3o entre neurodiversidade, sa\u00fade mental e acolhimento no contexto do Transtorno do Espectro Autista (TEA). A partir de uma revis\u00e3o da literatura cient\u00edfica e do marco legal brasileiro, discute-se a import\u00e2ncia da compreens\u00e3o do autismo [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-2746","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/idas.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2746","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/idas.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/idas.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/idas.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/idas.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2746"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/idas.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2746\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2749,"href":"https:\/\/idas.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2746\/revisions\/2749"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/idas.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2746"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/idas.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2746"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/idas.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2746"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}